22.6.07

Quero ir ao Nepal

beber chá e olhar as montanhas.

19.6.07

Enquanto dormia

Ontem simplesmente continuei a trabalhar. Esta noite, antecipei as férias, passei pelas ruas de Kathmandu.

16.6.07

Lisboa


(...)

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade



Chuva, Mariza. Composição: Jorge Fernando
Palavras que dançam pelas ruas, num sábado de chuva. .

5.6.07

A Salsa e os pombos

A velhota de robe, do 4º andar do prédio a 45º da minha janela alimenta-os todas as manhãs e fins de tarde com pão que atira pela varanda. Os pombos, que vêm namorar para os vasos da minha varanda e nos seus momentos mais agitados lá atiram para fora do vaso tudo o que calha até o tornarem confortável. Depois a fase de enamoramento passa e tenho dias de sossego, de varanda limpa. Tirando as vezes em que lhes serve de casa de banho. Agora a nova moda é comerem-me a salsa. Um dia destes atacam-me a hortelã.

Saltos altos

E posso ir de saltos altos. Em Lisboa, colina a baixo, colina acima não há saltos nem pernas que aguentem. Apetece-se saltos altos, porque sim, deve ser do calor. Porque gosto, mudo o meu ponto de equilibrio e o mundo fica diferente. Não sou a mesma de sandálias e de botas de montanha.

31.5.07

E os dias

São cinzentos, no meu refúgio. Afastava a cortina da janela um pouquinho para o lado e saía. Já não me lembro como é o mundo lá fora, não, não abro a cortina, não saio. Fico aqui, à espera. Talvez...

30.5.07

Muros

Erguidos pelas minhas mãos à volta de mim, à volta dos meus dias, cada novo dia uma carreirinha de tijolos. Vai crescendo, as horas de sol vão encurtando.

Escondo ainda uma janela, uma janela para as traseiras, pequenina, não deixo que ninguém a veja. Cobro-a com cortinas grossas de veludo bege. Ás vezes, quando todos dormem, quando todas as luzes se apagam, nas noites em que não há lua nem estrelas no céu, às vezes abro-a. Olho-te, olho a janela de onde me olhas, sempre sem nos vermos. Espreito entre as cortinas pesadas, agora entreabertas. Sonho-te. Sonho-me sem muros à volta. Sonho-te.

16.5.07

Bem-vinda

- Tá memo forte, tá boa. Trataram lá bem. Como chama lá a terra onde teve? - França. - Tá memo forte. Tá gorda. Trataram lá bem.

12.5.07

@lisbon again

3 anos depois de tanta e tanta coisa, 3 anos no mesmo sítio, 3 anos de tempo, que não a chegou a ser tempo, que não chegam a ser 3 anos. tempo me mexer, de mudar de sítio. claro que não tenho destino. a outra face é a linha de conforto.

2.5.07

Just because you were able to get in, that does not mean you will be able to get out. Entrances do not became exits, and there is nothing to guarantee that the door you walked through a moment ago will still be there when you turn around to look for it again. That is how it works in the city. Every time you think you know the answer to a question, you discover that the question makes no sense.
Paul Auster in In the country of last things.